PROJETO EMBRIONÁRIO

A minha intenção não é mudar o mundo... mas se eu conseguir mudar o conceito de algumas pessoas, essas já podem salvar algumas vidas!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A Anemia Aplástica ou Aplásica ocorre quando a medula óssea produz em quantidade insuficiente os três diferentes tipos de células sanguíneas existentes: glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. O termo Anemia pode ser reservado apenas para a deficiência de glóbulos vermelhos, enquanto que a diminuição de leucócitos seria chamada de leucopenia e a diminuição de plaquetas de trombocitopenia. A diminuição das três linhagens celulares pode ser chamada de aplasia de medula.

Causa

Uma das causas pode ser de ordem auto-imune; em determinadas situações não se determina a causa.Já em outras ao se questionar o paciente averigua-se o uso anterior de algumas drogas tais como cloranfenicol ( 1 em 40.000 pacientes que usam esta medicação desenvolve anemia aplástica), carbamazepina, fenitoína, quinino, benzeno; A radiação também pode estar envolvida: acredita-se que Marie Curie tenha vindo a falecer em função disso; Pode-se ter ainda como gênese desta anemia, infecção por vírus, exemplo de 2% de pacientes com hepatite aguda viral podem cursar com aplasia de medula.

Sinais e Sintomas

Portadores desta patologia podem ter sangramentos pela trombocitopenia,sejam micro sangramentos na forma de hematomas na pele ou sangramentos profusos; anemia também pode acontecer e graves infecções, podendo chegar a quadro de septicemia.

Diagnóstico

o exame laboratorial deve-se iniciar por hemograma, incluindo contagem de reticulócitos; mielograma e biópsia de medula óssea devem vir logo em seguida sendo a hipoplasia(diminuição de células) da mesma e substituição por tecido gorduroso um achado importante para o diagnóstico. Dosagem de vitamina B12 e ácido fólico para diferenciar deanemia megaloblástica ( nesta estas duas substâncias estão diminuidas), sorologias para infecções virais. Dosagem de HLA ( dosagem de antígeno de histocompatibilidade) para avaliar possíveis doadores.

Diagnóstico Diferencial


Tratamento

Apenas 25% dos pacientes possuem doadores compatíveis (HLA) e para estes o tratamento baseia-se no transplante de medula óssea; Então, hoje em dia, o tratamento mais utilizado é a imunossupressão do sistema imununológico, pois acredita-se que ele é o responsável por suprimir a hematopoiese (produção sanguínea), geralmente se usa um esquema combinado de três drogas: imunoglobulina anti timocítica, ciclosporina e corticóide.

Tratamento de suporte

Deve-se utilizar toda vez que necessário a transfusão seja de plaquetas ou de hemácias;tratamento precoce das infecções, pois juntamente com o sangramento é a maior causa de morbi mortalidade.

Seguimento

exames laboratorias como hemograma, função renal e hepática devem ser feitos semanalmente; e sorologias a cada seis meses.

Critérios de Cura

Os pacientes têm três caminhos a seguir podem ter uma resposta completa ao tratamento, não necessitando de transfusão sanguínea, estes devem somente fazer acompanhamento clínico periódico; resposta parcial também não necessita de transfusão mas não mantém níveis considerados normais das células sanguínea; sem resposta, ou seja, necessitam de transfusão sanguínea, nestes pacientes deve se tentar outros tipo de imunossupressão.

Síndrome mielodisplásica

Gente, essa doença é mais complicadinha... Juro que tentei pegar um texto menos técnico, mas não encontrei....

Então, vamos lá....

SINDROME MIELOPLASTICA – SINTOMAS, CAUSAS E CARACTERISTICAS DO DIAGNOSTICO


Este é um Disturbio hematopoiético clonal, caracterizado por hematopoiese ineficaz, resultando em hipercelularidade na medula óssea com presença variável de blastos e citopenias no sangue periférico.
Os subtipos deste sindrome incluem: anemia refrataria (AR), anemia refrataria com sideroblastos em anel (ARSA), anemia refrataria com excesso de blastos (AREB) e leucemia mielomonocítica crônica (LMMC).
A evolução para leucemia aguda pode ocorrer dentro de meses (AREB) a muitos anos (AR, ARSA).
Displasia morfológica frequentemente vista em células da linhagem mielóide (p. ex., anomalia de Pelger-Huet, neutrófilos
hipogranulosos-hipolobulados, plaquetas gigantes, macrocitose e acantocitose).
Quimioterapia prévia (especialmente agentes alquilantes, como a ciclofosfamida e inibidores da topoisomerase II, como a etoposida) é um fator Predisponente.


DIAGNOSTICO DIFERENCIAL
. Leucemia mieloblástica aguda
. Anemia aplásica
. Anemia provocada por doença crônica
. Anemia sideroblástica induzida por álcool
. Outras causas de citopenias específicas
. Outras causas de anemias macrocíticas


SINDROME MIELOPLASTICA TRATAMENTO
Tratamento de apoio com transfusões de eritrócitos ou plaquetas.
A eritropoietina (epoietina alfa) e o filgrastim (G-CSF) podem beneficiar determinados pacientes.
Agentes hipometilantes do DNA (azacitidina, decitabina) em baixas doses podem aumentar as contagens de células sanguíneas e adiar o início da LMA.
Transplante de medula óssea alogênico para pacientes apropriados